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terça-feira, 24 de dezembro de 2019

28 relâmpagos por minuto: Veja o lugar com milhares de raios por dia. Inacreditável

Você certamente já ouviu o ditado "um raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar". Mas, o lago Maracaibo, na Venezuela, é a prova de que isso não é verdade. Em uma noite tranquila, o local chega a ser atingido por milhares de relâmpagos por hora.
Foto: Xinhua/Alamy
O fenômeno é conhecido por vários nomes, entre eles, Farol de Maracaibo, Relâmpago do Catatumbo e, mais sugestivamente, Tempestade Eterna. Talvez este último seja um exagero, mas é fato que há uma média de 260 dias de tempestade por ano no local onde o rio Catatumbo encontra o Lago Maracaibo.
Ali, o céu noturno é iluminado por nove horas por milhares de clarões de eletricidade produzida naturalmente. Tempestades de verão são comuns em vários lugares do mundo, mas ao longo da Linha do Equador, onde as temperaturas são mais altas, o céu produz estrondos durante todo o ano.
leve
Até agora, acreditava-se que a República Democrática do Congo, na África Central, fosse a capital mundial das tempestades. É lá que fica o vilarejo montanhoso de Kifuka, atingido, anualmente, por uma média de 158 relâmpagos por quilômetro quadrado. Mas, novas pesquisas tiraram o título do local. Em 2014, um estudo da Nasa afirmou que o Vale de Brahmaputra, no extremo leste da Índia, tinha a maior taxa de relâmpagos mensais entre abril e maio, quando as monções geram intensa atividade elétrica.
O lugar mais elétrico no mundo: lago venezuelano é atingido por milhares de relâmpagos diariamente
Mas o lago Maracaibo acabou ganhando lugar no Livro Guinness dos Recordes pela "mais alta concentração de relâmpagos do mundo", com 250 deles por quilômetro quadrado, todo ano. O número de tempestades diminui nos meses de janeiro e fevereiro, mais secos, e atinge seu ponto mais espetacular no ápice da estação chuvosa, em outubro. Nessa época do ano, é possível avistar, em média, de 28 relâmpagos por minuto.

Combinação explosiva

Há várias décadas, especialistas tentam entender os motivos da intensa atividade de tempestades na região. Nos anos 60, pensava-se que depósitos de urânio na base rochosa do local atrairiam mais raios. Mais recentemente, alguns cientistas sugeriram que a condutividade do ar sobre a superfície do lago é aumentada pela abundância do metano liberado pelas reservas de petróleo do subsolo. Mas nenhuma dessas teorias foi comprovada. Por enquanto, o fenômeno é atribuído à potente combinação de topografia e correntes de ar que circulam na área. Fonte sites do Google