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terça-feira, 10 de julho de 2018

Mais de 250 mortos em protestos contra ditador nicaraguense, amigo de Lula.

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Ditador Daniel Ortega e o ditador cubano Fidel Castro... amicísimos de Lula.

População revive traumas herdados das guerras civis nos anos 1970 e 1980.


O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, rejeitou pedidos de realizar eleições antecipadas para por fim a uma crise política que já deixou mais de 250 mortos no País, em meio a embates entre manifestantes e forças policiais.
No final da tarde de ontem, Ortega afirmou que a Constituição do País "não pode ser mudada da noite para o dia". O presidente chamou ainda a oposição de "golpista" e recomendou que eles tentem chegar ao poder pelo caminho do voto.
O mandato de Ortega termina no final de 2021. Ele acusa a oposição pela maior parte das mortes que ocorreram desde o início dos protestos. Grupos ativistas de direitos humanos dizem, por outro lado, acusa a polícia pela maior parte dos mortos. Fonte: Associated Press.

Uma incursão do batalhão de choque e de paramilitares no sudoeste da Nicarágua contra os opositores do presidente Daniel Ortega deixou três mortos e vários feridos, de acordo com um grupo de direitos humanos. "Foram reportadas em Diriamba três pessoas mortas, dois em Diriamba e um em Jinotepe", informou à AFP Vivian Zúñiga, representante do Centro Nicaraguense de Direitos Humanos (CENIDH) no departamento de Carazo, ao qual pertencem os povoados. Segundo vídeos divulgados por moradores e defensores dos direitos humanos, grupos de homens encapuzados, à paisana e fortemente armados percorrem as ruas de Diriamba.
"A situação é grave. Há um ataque desmedido das forças do governo, que está resultando em derramamento de sangue, mais mortes e luto em nosso país. A repressão das forças conjuntas é desproporcional", declarou o secretário executivo da Associação Nicaraguense Pró-Direitos Humanos, Alvaro Leiva. Segundo Vivian, as forças conjuntas pró-governo cercaram a basílica de San Sebastián de Diriamba, "para impedir que a mesma abra as portas para os feridos". O secretário executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), Pablo Abräo, que está em Manágua verificando violações dos direitos humanos, denunciou que "grupos armados pró-governo apoiados pela polícia entram nas cidades de forma maciça". Bispos da Igreja Católica aconselharam os moradores a se proteger e pediram o fim da violência, que já deixou mais de 230 mortos em quase três meses de protestos contra Ortega.
Os protestos começaram em 18 de abril, contra a reforma da previdência social, mas, ante a forte repressão da polícia com grupos armados ilegais, ampliaram-se e passaram a exigir a saída de Ortega, 72, que acusam de instaurar com sua mulher, Rosario Murillo, uma ditadura marcada por corrupção e nepotismo. 
Homens armados a mando de Daniel Ortega e oficiais da tropa de choque causaram em 24 horas uma das piores matanças registradas na Nicarágua desde abril, quando estouraram os protestos contra o Governo. O Centro Nicaragüense de Direitos Humanos (CENIDH) disse ao EL PAÍS que foram registrados, ao menos, 17 mortes nas cidades de Diriamba e Jinotepe —localizadas a 40 quilômetros da capital—, fortemente atacadas desde domingo. Nesta segunda-feira, o cardeal Leopoldo Brenes, junto aos bispos da Conferência Episcopal e o representante do Vaticano, Stanislaw Waldemar Sommetarg, foram violentamente agredidos por grupos pró-governo quando chegaram a Diriamba para negociar a pacificação da cidade. Entre os feridos está Silvio Báez, bispo auxiliar de Manágua.
“Fui atacado por um grupo exaltado que queria entrar na Basílica San Sebastián de Diriamba. Fui ferido, atingido no estômago, me tiraram as insígnias episcopais e fui agredido verbalmente”, contou Báez minutos após a agressão. “Conseguimos tirar as pessoas que estavam lá dentro”, completou o religioso. Moradores de Diriamba tinham se refugiado na basílica após um ataque combinado de grupos anti-distúrbios e paramilitares na cidade, denunciado por um organismo de direitos humanos.
O ataque a estas cidades rebeldes começou na madrugada do domingo, quando caminhonetes que levavam homens fortemente armados, custodiadas pelos anti-distúrbios, chegaram à cidade,  segundo moradores. O ataque deixou dezenas de feridos e, ao menos, 10 mortos em Diriamba, que foram confirmados ao CENIDH pelo Instituto Médico Legal. Outros sete mortos foram registrados em Jinotepe, segundo ativistas dessa organização de direitos humanos, embora a cifra possa ser maior, afirmaram. Nesta segunda-feira, corpos que não tinham sido identificados começaram a aparecer em zonas rurais destas cidades. Fontes=  https://brasil.elpais.com etc 
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